sábado, janeiro 17, 2009

Golpe



by mecanna

Pus um pé
Na margem afiada da vida
E olhei o fio vermelho que escorria
Como se não fosse meu
Há golpes que a razão estanca
E qualquer brisa sem rumo reabre.

25 comentários:

Licínia Quitério disse...

Por vezes basta um finíssimo sopro. E nem percebemos que a dor é nossa...

Um beijo.

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA AMIGA, OS MISTÉRIOS DA VIDA SÃO INSONDÁVEIS... ADOREI!!!
BEIJINHOS DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

hfm disse...

infinitos e insondáveis são os labirintos dentro de nós.

Belíssima tb a foto.

Triki disse...

visita mi blog de fotografia
www.buscandolafoto.blogspot.com

paradoXos disse...

poema fino e de requinte - palavras puras e de uma leveza que contagia!
- contagia mesmo :-)


beijinhos do Heduardo

bom fim-de-semana!

Bárbara disse...

por vezes todo nos parece teatral, apática perdida sem cor a vida é esfinge cadaverica, pequenos corte que se transformam num golpe fatal

Paula Raposo disse...

Sem dúvida!! Reabrem-se à mais leve brisa...muitos beijos para ti.

M. disse...

Muito bonito e verdadeiro o que aqui dizes. Um complemento da fotografia que é linda.

Violeta disse...

esse físsimo fio marca a diferença, para o bom e para o mau.
Bom domingo

Isabel José António disse...

E eis como, de um instantâneo, se constrói uma mensagem que ressoa pelo universo!
Parabéns.

Isabel

Isabel José António disse...

Queridos Amigos,

Partilhando um pedaço do nosso Domingo convosco, actualizámos os nossos Blogues principais.
Com o Caminho do Coração http://reflexoessentidas.blogspot.com/ reflectimos, com a ajuda de Fernando Pessoa, sobre a CONSCIÊNCIA.
No Observatório http://diarioestetico.blogspot.com/ vimos como um aparentemente “vulgar” nevoeiro pode dar origem a um OLHAR renovado…
No POESIA VIVA http://flordojacaranda.blogspot.com/ oramos pelo Planeta e finalmente, no nosso blogue em Inglês http://newsletterfromlisbon.blogspot.com/ admiramos Lisboa, essa “Musa” que nunca deixa de nos inspirar…

Um abraço nosso e desejos de uma BOA SEMANA!

Isabel e José António

Lisboa 18 Janeiro 2009

Menina do Rio disse...

Mas o tempo se encarregar de estancar o sangue e cicatrizar...

Meu beijo pra ti

Moura ao Luar disse...

Se tudo fosse linear e previsível valeria a pena viver? Beijo

*flor* disse...

Há feridas que nunca saram... célula que nunca regenera...

beijinho*

heretico disse...

belas as brisas que saram...

belíssimo

beijos

Oliver Pickwick disse...

Continuo fã das suas metáforas poéticas sem estardalhaços e fora do foco de spots multicores. A argúcia impregnada nos seus versos é única, uma marca pessoal de sutileza e de argumentação de momentos de vida.
Estou de volta a blogosfera.
Um beijo!

Walter disse...

Genial e parabéns pela escolha da imagem, a qual constrasta bem entre a branco alvo da neve e a cor do sangue

Roderick disse...

O fio da navalha...

Amaral disse...

A poesia das palavras listando a forma de sentir...
Quando, com muito pouco, enchemos uma vida com tudo!...

Maria de Fátima disse...

vai lá dar uma forcinha
http://intervalos.blogspot.com/2009/01/convite.html

(mandei-te já há dias, um mail)

Pierrot disse...

Mas se nao o fizesses, não poderias senti-lo, e por via disso, nunca saberias apreciar o sabor das coisas boas...
Bjos daqui
Pierrot

Justine disse...

Só assim vale a pena viver, com o pé no fio da navalha...
Belíssima foto, poema cristalino e puro.

JPD disse...

Muito bonito.
Excelente!

Bjs

pront'habitar disse...

uma constatação calma, de quem já viveu muito e sabe que há coisas que não podem ser mudads.

o saber que não se luta contra o que é uma certeza.

bettips disse...

Quase precisamos inventar os dias...
As dores, essas cruzam-nos, afiando os dentes e golpeando a nossa vida.
Belo, A.
Bj