terça-feira, janeiro 20, 2009

Chuva inquietante



by yein

Diluo-me na chuva inquietante. Escorro melancolia nas gotas de água. Embebo-me na terra molhada, nas goteiras das árvores. Embrulho-me no manto frágil do ar molhado. No frio húmido que me penetra. Fundo, como uma união urgente. Enrolo-me sobre mim mesma. Casulo expectante de alguma borboleta de mil cores. Em voo livre…

40 comentários:

Paula Raposo disse...

Belo! Sempre uma ponta de esperança na borboleta em voo livre...beijinhos.

Roderick disse...

depois de tanta água, tanta chuva, só tenho uma palavra para descrever a tua situação: Pneumonia.

vida de vidro disse...

Roderick: Não me desejes isso. Já bem me chegou a gripe... :))

Laura disse...

Lindo, inquietante e molhado.

Carracinha Linda! disse...

Livre da chuva, do vento e do frio que lá fora se fazem sentir, venho deixar-te um beijinho bem sereno e quentinho!

hfm disse...

em voo livre na chuva

Justine disse...

Aguenta mais um pouquinho, que a borboleta há-de aparecer...

Mel de Carvalho disse...

é, na verdade esta chuva empapa até os nossos neurónios. por mim ando a republicar coisas do tempo dos "afonsinhos" porque a capacidade de escrever anda escassa.

gostei muito de a ler, Alice.
beijo da Mel

tinta permanente disse...

Gostei. Gostei, eu que não gosto da chuva!...

abraços!

Sereia Azul* disse...

A natureza em sntonia com o estado de alma.. LINDO!

Depois do temporal, o sol regressará e com ele a borboleta voará em seu horizonte.
Poesia pura nesta prosa fascinante!


Um abraço de brisa marinha

Sereia Azul*

.Carmim. disse...

Olá!

Você conhece o livro "Mulheres que Correm com os Lobos"?

Me interessei muito por ele logo que comecei a ler suas primeiras páginas. E desde lá tenho procurado fóruns para trocar opiniões, porém não encontrei nada.

Então fiz um blog para que nós, mulheres, possamos ter a oportunidade de compartilhar nossas idéias a respeito dos contos deste fantástico livro!

Se quiser conferir:
lobasquecorrem.blogspot.com

Um abraço!

Véu de Maya disse...

Pedaço de vida em voo poético de reencontro com a natureza e a tua natureza...belíssima fusão...

bjinho

véu de maya

flashes... disse...

A chuva é como um estado alma,depende das prespectivas e pontos de vista.
Eu gosto da chuva,o tilintar dos vidros,a aragem fresca na face..
Bjs Zita

heretico disse...

voo após o casulo. e a chuva...

belo!

Vieira Calado disse...

A chuva é de facto como um casulo.
Depois dela vem qualquer coisa diferente: o sol, por exemplo.

Mas um e outro fazem parte do mesmo cenário.


Bjs

Isabel José António disse...

Cara Vida de Vidro,

Muito obrigado pela sua visita ao nosso espaço. Não deixe de visitar também os outros.

Este seu poema é uma espécie de recolhimento, no interor de cada um no sentido de melhor se entender o que se passa ao nosso redor para melhor nos descobrirmo-nos.

Muitos parabéns

José António

Rosangela Neri disse...

Belíssimo!
Adoro borboletas e seu voo livre e solto... vezes sem destino, outras sabiamente calculados...
Beijocas

FUMADOR disse...

Lindo simplesmente lindo.Parabens.
Bonito blog passe tb pelo meu.

Mar Arável disse...

Bela imagem

palavras sensuais

á conquista da luz

mena m. disse...

Que seja pelos menos purificante...

Que beleza de palavras e foto!

Beijinho

~pi disse...

parece-me bela a chuva

sempre mas assim mais:

em palavras-agasalho-cor! :)




beijO




~

João Norte disse...

Ora aqui está uma bela capacidade de pegar no frio que nos dá cabo dos ossos e fazer com ele poesia.
Parabéns.

Lmatta disse...

Lindo
beijos

Violeta disse...

dá tempo ao tempo que a borboleta chega...
bjs

JPD disse...

Olá Vida!

«Chove, nada apetece...»

Fernando Pessoa

Bjs

dona tela disse...

A chuva aqui é muito bonita:))

Maria Clarinda disse...

E eu posso voar contigo???
Lindo!
Jinhos mil

Jade disse...

E depois da tempestade vem a bonança...
E não é tão bom ficar sentada numa mesa de um café a beber um cacao quente e ver lá fora a chuva cair?
Tudo na vida tem o seu encanto...
Como encantador é o teu pequeno texto...
Prometo voltar

Menina do Rio disse...

Muito molhado pro meu gosto. E como borboleta, fico no casulo...

Um beijinho pra ti

casa de passe disse...

eu velho já, muito velho, sinto-me larva fossilizada dentro de casulo.

saudades mil eu tenho dos verdes anos em que o sol, a chuva e o vento despertavam em mim só alegrias.

contradições...


Ernesto, o avô

pin gente disse...

belo e suave... há alturas em que a chuva me acalma... muitas, tantas!

abraço
luísa

Susn disse...

É incerta e inquieta esta chuva que se entranha e se continua a estranhar.

Beijos

M. disse...

Muito bonito. Mas... e as tuas fotografias? Em casulo fechadas?

Miguel Barroso disse...

E que bela liberdade

Nilson Barcelli disse...

Resumindo, ficaste encharcada até aos ossos...
Continua o teu voo querida amiga, para que as tuas palavras continuem belas e agradáveis de ler. Gostei muito, pois claro.
Beijo.

Mαğΐα disse...

"Entre a chuva dissolvente
no meu caminho de casa
dou comigo na corrente
desta gente que se arrasta
metro, tnel, confuso
entre suor despertino
mergulho na solido
no dia a dia sem destino"

Fizeste-me lembrar isto :)

Ego. disse...

Voa querida,
estou a admirar...

Bjus e até!

triliti star disse...

na chuva, talvez aparentemente, inquietante.

mas, seguramente, vivificante.

Mateso disse...

A invernia em música.
Bj.

jawaa disse...

Para além das palavras, a fotografia é uma preciosidade. Como a das mãos... e a das flores de sangue.
Um abraço