quarta-feira, janeiro 24, 2007

A casa




Construíram a casa com alicerces de puro sentimento. Uma sala de palavras, um quarto de paixão. Recantos escondidos de ternura. E nela moraram, apesar de, por vezes, os ventos conseguirem uma brecha por onde entrar. Era então que a casa se tornava desconfortável, abanando por falta da solidez comum com que são construídas todas as casas.
De alguma forma, reparavam os danos, não poupando no amor. Talvez porque nunca souberam quanto duraria, a casa mantém-se. É uma espécie de abrigo, um refúgio conhecido e desejado. Não sabem bem onde fica, sentem-na algures no peito.

25 comentários:

olhos cor do lago disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
olhos cor do lago disse...

Passei para dizer olá....

Descreveste a tua casa?

bjs

PS: Aproveitei que a mafarrica dorme doce, docemente, para vir cuscar a blogosfera...

as velas ardem ate ao fim disse...

Os silencios às vezes constroem solidez.

Obrigada pelo Brel.

bjos

daniel sant'iago disse...

Que casa tão amorosamente construída!
Linda!

JPD disse...

Muito bonito.
Gostei muito.
:)

maria josé quintela disse...

bela metáfora!
beijo.

sotavento disse...

Do lado esquerdo?!... :)

Bandida disse...

e não é aí que tudo se sente?!...

o Brel, o Brel...



B.
__________________________

Presença disse...

Ainda bem que não se sabe onde fica, que só se sente... assim temos uma casa eterna...

Bjs de cristal

innername disse...

o sotavento pergunta se do lado esquerdo, essa casa, bem no coração?! Lembrando Clã, Manuela Azevedo, teu lado esquerdo é lindo e cabe lá essa casa...e eu construíndo ainda a minha mas já leva brisas tuas. Alice, superas-te todos os dias. Mesmo sem necessidade do Jacques Brel. Entrei nela e calei os passos e apreciei o teu silêncio (que já diz tanto, ainda que leituras não clonadas dos teus pensamentos)...take care

Licínia Quitério disse...

A construção do Amor. Que se confunde com a Vida.

Muuuita sensibilidade...

Beijos.

luis galego disse...

Construíram a casa com alicerces de puro sentimento.

este texto foi construido com alicerces de verdadeiro poeta/escritor. Parabéns.

Ba e Bia disse...

Gostaria muito que a casa que habito, à exemplo da que tão magistralmente construíste com palavras, resista aos ventos... pois que Amor não falta.

Beijos.

PR disse...

Bonito. Bom dia, abraço.

osangue disse...

Boa tarde e um abraço.

Maria Clarinda disse...

Mon Dieu, ouvir esta música linda e ler o teu post...fazem aqueles momentos especiais!
Jinhos mil

Pedro Branco disse...

Pois... Se calhar esqueceram-se de construir as janelas.

Oir aqui...

Beijo.

Klatuu o embuçado disse...

Ainda bem que não sabem... assim conserva-se o SILÊNCIO.

Dark kiss.

osangue disse...

Bom fim de semana.

FOTOESCRITA disse...

Belas imagens!

maria disse...

Linda prosa poética... e tão autêntica!

A fotografia também é deliciosa e dá ainda mais solidez às palavras (se possível).

Começo a gostar muito de vir aqui.

Abraço

avelana disse...

gostei da casa mas deliciei-me a ouvir Brel

um beijo doce para ti

Anónimo disse...

Doce casa..Mas (há sempre um, "mas" :-) )..O AMOR é "algo" libertado e alimentado pela mente, mas nós não temos controlo sobre ele (felizmente)..controlamos sim, os afectos e, se olharmos o mundo, onde andas afectos..
Há uma tendência secular dos humanos, reparam o
efeito dos ventos "na cama"..errado tal costume..por agora me fico..
Isto não vem nos livros ahahah

sou louco..

Adorei a frase.."Recantos escondidos de ternura."

um abraço
intruso

Anónimo disse...

.. Gostei também da esperança latente, da Tua prosa..

Bom Domingo
intruso

Diafragma disse...

Este texto é fabuloso!