domingo, agosto 02, 2009

Palavras estranhas

by Monica Iorio

As palavras custam-me. Empastam-se, enrolam-se nos dedos. Não digo que se prendem na boca. Nunca tentei dizê-las. Param no caminho entre a mente e as mãos que escrevem. O pensamento é demasiado complexo. Existe um poema incompleto que não se sabe dizer. De contradição em contradição procuro a unidade. A impossível unidade. E as palavras doem-me, fogem para alguma parte de mim que não alcanço. Estranhas como sons vazios de sentido. Falas de alguma personagem que inventei mas não conheço.


[De volta, lentamente e procurando as palavras...]

22 comentários:

mac disse...

Às vezes as palavras teimam em fugir...espero que as encontres e as partilhes connosco.

innername disse...

Estranhamente intenso...e quando dizes que doem essas palavras sem sitio ainda, chegam a doer, a empastar, como se fosse nosso isso que sentes.

*flor* disse...

A seu tempo vocês irão encontrar-se como quando se revê um velho amigo de quem se perdeu o contacto.

beijinho no coração*

Dulce disse...

Mas como pode alguém cujas palavras lhe fogem escrever um texto tão bonito?
beijos

Paula Raposo disse...

As palavras são assim...beijos.

as velas ardem ate ao fim disse...

E que bom ter te aqui...

um bjo

heretico disse...

as palavras "habitam-te". em poesia. sempre...

belísssimo regresso.

beijos

Chris disse...

A elevação que as palavras ganham na poesia... parabéns
Chris

mfc disse...

Quando as encontrares, vais encontrar-te.

M. disse...

Pois, as palavras também às vezes levam o seu tempo a regressar aos seus hábitos. Gostei muito deste teu texto.

Mar Arável disse...

As palavras são seres vivos

por vezes

também respiram por guelras

Força com as tuas

Justine disse...

A constante impossibilidade de dizer e de calar...
Mas encontrarás um caminho:))

Fa menor disse...

Muitas vezes as palavras se enrolam, enrolam... e só encontramos nas palavras dos outros o que queríamos dizer.

Faço minhas as tuas...

Bjinhos

Violeta disse...

Olá
passei para dizer que abri um novo cantinho.

clickit disse...

E contudo
há frases e olhos que se cruzam. Sem espelho e num vazio longínquo que visitamos, estranhos uns aos outros. Ansiando, mesmo assim, a mesma lonjura.
Bjinhos

Anónimo disse...

A Bettips tal como Laura, engana-se, no lugar onde está. Nunca no lugar "para onde quer ir". Pois é o lado oculto da lua... já não há paciência para:
o que se sabe
o que se julga saber
o que se quer que saibam
o que se adivinha
o que se deixa adivinhar
o que se quer dizer
o que não!
Múltiplos, os espelhos de vidas envidraçadas.
Bj

as velas ardem ate ao fim disse...

Um bjinho

ADiniz disse...

Oh!
Ouço um sopro
Do vento
Nele vejo som de seu pensamento
É feito brisa
Então deixo entrar suavemente
Pela derme
Até que eu esteja preparada
Pra te ouvir falar.
Dentro do nosso tempo.

Abraço longo com sorriso largo
Para uma semana radiante a vc.

Madrigal disse...

As palavras que nos saem são, o mais das vezes, reflexo do estado de espirito que nos tolda o momento, ou têm a ver com algo que nos sucedeu e tem imperativamente de ser aligeirado, através desta forma de catarse que nos é tão cara... as tuas palavras são preciosas.

Um beijo

Jorge

in_side disse...

e elas... procuram-te?...





*

~pi disse...

deixá-las correr,

[ mansamente ~






beijo

Maria Clarinda disse...

Palvras? Não tenho ...fico a ler-te deliciosamente em silêncio!
Jinhos mil