
by Vermeer, Christ in the house of Martha and Mary
“Martha, Martha, you are worried and distracted by many things. There is need of only one thing. Mary has chosen the better part, which will not be taken away from her”.’
Fala de Jesus na casa de Marta e Maria
A acreditar no que a Bíblia nos diz, só há necessidade de uma coisa. A fé e o amor incondicional. A escolha de Maria que acreditou, confiou cegamente e se dedicou exclusivamente à adoração e bem-estar daquele que amava.
Sempre me senti a viajar entre Marta e Maria. Sem que isto tenha algo a ver com crença religiosa. Marta é a acção necessária, a dúvida sistemática, o olhar virado para o mundo material. Maria é a confiança cega, a adoração, a total entrega a um amor (divino ou não). Marta desconfia de milagres, a não ser os que ela própria consegue. Maria crê cegamente nos milagres do Jesus que adora.
Como seriam, no mundo de hoje, Marta e Maria? Não sei sequer se este louco mundo permite a existência de tais estereótipos. Em proporções diversas, temos todas algo de Marta e algo de Maria. Agimos, trabalhamos, duvidamos e amamos na mesma medida. A vida divide-se em tantos compartimentos, as solicitações são tantas que damos de nós x de Marta e y de Maria, em cada caso. Para encontrarmos um qualquer z, solução das situações por que passamos. Mas como nos sentimos mais, quando estamos sós, perante o nosso espelho interior? Eu não consigo deixar de me sentir, apenas, Marta Maria Mulher.

