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segunda-feira, setembro 24, 2012

Presença do Outono

 
 
Na soleira da porta
a sombra avança
sem mais aviso.
Só a ténue mudança
da cor dos dias
e a leve brisa dançante
na persistência do sol.
O ligeiro arrepio da tarde
e a indefinida melancolia
tão estranha e tão conhecida.
Fora dos postais de cor dourada
entregamos alma e corpo
à inevitável presença do Outono.

domingo, novembro 15, 2009

outono


by Karel Sobota

já não escreves, disseste, como se o correr lúdico dos dedos à procura das palavras fosse mais uma cumplicidade ou só uma conta do colar de sentimentos que se vai acrescentando, tenho que dar voltas infindas no colar, deixá-lo fluido em volta do teu/meu pescoço, lassos laços estes das doces empatias, dos risos e da ternura, qual rio da nascente de um olhar para a foz do outro, será então assim e eu escrevo até que as palavras dancem na chuva e o vento as leve ao destino que não sei se têm, porque pairamos aqui neste outono onde o frio já se sente, são esses os arrepios dos meus dias de sol, melancolia inevitável em movimento sinusoidal, hoje as ondas fizeram a curva descendente, junto uma conta ao colar dos afectos e escrevo.

segunda-feira, maio 04, 2009

Doce Maio




Doce Maio de dias iluminados. Mês suave no nome que canta na língua, nas carícias do sol que desperta a pele ao toque. Maio é a afirmação de uma promessa que por vezes cintila em Abril. Maio quer-se feminino, fértil, grávido de esperança. Talvez não este Maio que, indiferente aos tropeços do mundo, se dá em flores, como sempre. Afirmação de que a vida aí está, apesar de… Então que floresça Maio, que cresça em plenitude. E que a vida se afirme em explosão, apesar de…

terça-feira, abril 14, 2009

Páscoa de vento e sal



Páscoa de vento e sal. Entre o sol e a chuva. Dias caprichosos, na busca da tranquilidade que se tem tornado escassa. E o tempo, de tanta incerteza… Chuva que não chega a lavar, sol que não dá para aquecer. O vento, sempre presente, traz o aroma do mar, forte. Aguçando o desejo de dias suaves. Uma espera inquieta, sem data para terminar.

domingo, setembro 14, 2008

Suave Setembro




Suave Setembro que revelas a cor prata das semi madrugadas em que as aves do sapal iniciam o voo;
és brisa leve das manhãs no jogo de escondidas com o sol;
aqueces o corpo inquieto em tardes quentes de Verão ainda vivo;
trazes os primeiros arrepios agasalhados em casaquinhos leves com cheiro de Outono;
prendes o olhar em doces ocasos, desejos dourados dos dias por vir;
lanças o sonho em noites de silêncio que murmuram com o vento segredos das pedras e das plantas.

Suave Setembro, estação de equilíbrios novos. De calma transição.