sexta-feira, dezembro 28, 2007

Peregrinação terminada




Na peregrinação de fim de ano que fiz pelos meus antigos blogs ainda activos, claro que este não podia falhar. Mas só acrescento ao já dito pelo Natal, o enorme prazer que foi encontrar aqui um espaço novo, com gente diferente e alguns amigos antigos, indispensáveis. Um espaço onde a escrita mudou. Se para melhor ou pior, não sei. Mudou e às vezes isso é o fundamental.

Para quem ainda aqui passa, para todos os que comentaram aqui ou por mail o meu post anterior, um beijo com o desejo sincero de um Feliz 2008.

sábado, dezembro 15, 2007

Natal




Esta foi a minha foto para o tema de Natal do PPP e é o meu voto, nesta época em que, ao lado da felicidade de uns tantos, muitos são os que, por razões diversas, não têm uma luz que os aqueça e lhes dê esperança.
Para todos os que aqui têm passado, deixado comentários e enviado mails a que eu não respondo (desculpem...), desejo um Natal em paz e pleno daquela doçura que não vem dos sonhos nem das rabanadas. E um 2008 cheio de sonhos realizados.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Vou

Dei por mim hoje andando de pés nus sobre vidros quebrados. Não senti dor. Nem vi o vermelho do sangue. Dizem que isso é mau. Eu acho que é auto anestesia. A escrita só pode ter sentido quando se sente o bom e o mau da vida. Que se balançam, se completam. Por isso, vou partir até encontrar o equilíbrio. Até sentir a dor dos vidros quebrados e o gosto do calor do sol nos pés nus. Não sei onde, não sei quando. Não sei.



[Deixo um beijo a todos os que foram o suporte afectivo e crítico deste blogue]

quinta-feira, novembro 08, 2007

Um porquê



Há um novo porquê suspenso no tecto
cada vez que o olho
quero dizer que esses são os dias bons
aqueles em que as perguntas se renovam
sem resposta necessária
ou suficiente. Sei lá das suficiências
ou necessidades.
Sei dos dias cheios de porquês
que se balançam como se quisessem
gerar ideias.
É talvez por isso que existe o tecto
não para me tapar as dúvidas.
Lá fora o dia juntou todas as cores
branco límpido.
Se perguntasse para onde foi o azul
ou o dourado
estaria a inventar mais um porquê
e não posso.
A regra manda que se suspendam do tecto
para que os dias possam ser brancos
e não haver dúvidas.