
A minha hora é a da água. Líquida, solta em pequenos regatos ou caudalosos leitos. Por nascimento. Sou água de Março (saúdo-te Elis!). Respiro na hora do ar, aquela em que tudo se revela límpido e claro. Ardo nas horas de fogo em que em que a paixão se revela essencial à vida. E misturo-me com a terra quando é tempo de procurar a força que nela se contém. Mas vivo nos líquidos sentimentos que molham corpo e alma. Na fúria de escavar o caminho ou na doce calmaria dos territórios a que chamo meus. E procuro o azul infinito. O do mar. Definitivo. Vivo na hora da água.






