domingo, junho 24, 2007

Um ano por aqui…




Há um ano decidi partir de um porto muito seguro que me tinha abrigado. Tudo na vida é cíclico e tendemos a cansar-nos até dos locais que amamos e sobretudo da “formatação” que impomos a nós próprios. A minha rota trouxe-me até aqui, onde encontrei outros amigos, outros olhares, outras leituras daquilo que escrevo. A meio deste percurso, pela mão de dois amigos muito queridos, um dos quais infelizmente já nos deixou, descobri que podia fazer qualquer coisa com uma câmara fotográfica. Surgiram algumas fotos minhas e também a necessidade de fazer um outro blog mais simples, mais minimalista, sobre o que me preenche os dias através do olhar, do ouvir, do ler. Tem sido bom estar por aqui. Um prazer tranquilo de quem já conta cerca de três anos e meio de blogoesfera. Já não é uma alegria esfusiante, é o calmo desfrute do gosto pela escrita e por esta interacção que por aqui se estabelece.
Alguns amigos “antigos” encontraram o caminho. Para esses, o meu beijo especial, hoje. Para todos, muito obrigada por, durante este ano, terem passado, lido, comentado o que aqui fui deixando.



__________________________

Aproveito para agradecer ao moinante que me deu o prémio Cupido, Fonte do amor (hmmm...eu?), à Cris, ao diabinho e à Nadir que me nomearam uma das 7 Maravilhas da Blogoesfera (exagerados...) e à nomundodalua que nomeou este blog como um Blog com tomates (já tenho para a salada...). Sinceramente, a todos muito obrigada e desculpem não continuar as correntes. Quem quiser pegar nelas é bem vindo.

terça-feira, junho 19, 2007

Como se…




Um dia farei um hino à vida
Cantarão versos dentro das palavras
Nenhuma dor ecoará no espaço
Do poema.
Um dia direi que sou feliz
Sem reservas no som das entrelinhas
A cor no horizonte será o eterno
Azul.
Um dia o mundo acordará às avessas
Todos os poetas falarão de alegria
Como se essa fosse a verdade
Das coisas.

domingo, junho 17, 2007

Uma flor não é para sempre…




Caem flores no chão
geladas por um frio de abandono.
Na calçada o manto de cor desbota.
A luz do sol acarinha
o nascimento da beleza de outras flores.

quinta-feira, junho 14, 2007

Linhas paralelas




Linhas paralelas são as que, existindo no mesmo plano, nunca se intersectam. Diz-nos a geometria. Mas o olhar ensina-nos que se encontram num qualquer horizonte infinito.
Vivemos em linhas paralelas, fora de qualquer espaço geométrico. Atingindo o infinito contido em pedaços escassos de dias finitos.




Foto by .béhel.