
O Grito, óleo sobre tela de Edvard Munch
se o grito saísse
se o som alcançasse o longe mais longe
se a voz me ajudasse
e lançasse o eco por esses caminhos
talvez se soltassem os nós que atam
o peito que arde
talvez se rasgasse o véu que tapa
os olhos que doem
talvez visse hoje no ecrã cinzento
a vida a cores
diferentes.
se o grito
da voz
e o eco
no peito
e as cores
nos olhos
talvez…
[Em Agosto de 2005 escrevi este texto. Agora, sem grande vontade de escrever, pareceu-me adequado. E já que por aqui passou Munch na sensualidade, porque não na angústia?]





